domingo, 8 de abril de 2012

Suplico

E quando as águas passadas se transformam em nuvens que voltam à tona pra causar
tempestades, já não se pode fugir.
De onde tiram tanta força pra nos derrubar?
Por que voltam? Pra quê?
Me cubro, me escondo mas, vejam só, a nuvem chegou logo atrás.
Se ao menos fosse uma chuva passageira, até serviria pra me regar e deixar-me mais
resistente ao que estivesse por vir.
Mas, como lidar com um dilúvio?
Vá, pelo amor, se vá!
Te peço, até perder o folego, me deixe em paz!
Que mal lhe causei pra sofrer tantas perseguições?
Que bem lhe fiz pra quereres tanta aproximação?
Não consegue me ouvir?
Ei! Me solte! Não me diga mais isso...
Não, por favor. Pare de repetir!
Não lhe pertenço, coisa alguma.
Achas mesmo que com tamanha loucura vais me ter ao teu lado?
Que olhar é esse?
Pare, estou assustada.
Você diz amor, mas transmite ódio.
Você sorri como uma criança, mas me olha como um psicopata.
Estou, ah, quem diria... estou com medo de você.
Eu secaria essas tuas lágrimas, se soltasses meus braços.
Eu tentaria te entender, se não estivesses gritando tanto.
Eu
Eu não acredito que me doei tanto à você.
Me machuquei, me desgastei. Eu lutei tanto por nós, querido.
E agora, veja à que ponto chegamos!
Você nunca se importou, nada tinha valor pra ti.
Agora que os sorrisos voltaram a fazer parte de mim, me apareces com essa bagagem imunda.
Não me obrigue a fazer isso. Te imploro. Pelo pouco de humanismo que restaste em ti, não me obrigue.
Mate-me ou me deixe fazer isso.
Eu prefiro
juro que prefiro.
Me diga adeus. Pra sempre, dessa vez.

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